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Capítulo 2 — As quatro convicções e os princípios cardeais

O agent-spec nasce de quatro convicções operacionais. Elas não são aspiracionais — cada uma vira um mecanismo concreto que você vai ver funcionando ao longo desta documentação.

Especificação antes de código
Quanto mais cedo a ambiguidade morre, mais barato sai.
Contexto mínimo por subagente
Cada agente recebe só o que precisa para sua etapa; o resto polui e empobrece o output.
Modelo mínimo viável
Sonnet por padrão; Opus só onde o custo se paga.
Débito técnico controlado
Bloquear o que é risco real; anotar o que é dívida de manutenibilidade.
🔎 Aprofundamento — sobre a convicção nº 2

A convicção do contexto mínimo é contraintuitiva. A tentação é dar todo o contexto ao agente "por garantia". Mas contexto irrelevante dilui a atenção do modelo e piora o resultado — o mesmo fenômeno que faz uma reunião com gente demais decidir pior. O framework é militante em dar a cada subagente exatamente o recorte que ele precisa.

Os princípios cardeais

Cada convicção acima se manifesta como um mecanismo. Guarde esta tabela — ela é o índice mental do resto do conteúdo:

PrincípioMecanismo concretoOnde você vê
Spec antes de códigoSkills *-generate-* produzem artefatos versionados antes de qualquer linha de códigoParte III
Contexto mínimoGates recebem base_sha + sumário inline, não arquivos inteirosPartes IV, VIII
Modelo mínimomodel: sonnet por default; escala para Opus por heurísticaParte IV
Débito-controladoVeredito por severidade: crítico/alto reprova, médio/baixo vira dívida anotadaParte V
Fonte única de paths.claude/rules/framework-paths.md é autoritativo; nunca hardcodeApêndice A
Rastreabilidade totalUS → CA → CT → código; cada problema carrega o critério violadoCapítulo 3

📚 Aprofundamento na Referência

AgentSpec Framework · Spec-driven com IA sobre Claude Code